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Novo Anilinas

Mais de 10 mil pessoas participaram da cerimônia de entrega da primeira fase do novo Parque Anilinas, em Cubatão. Conclusão da obra está prevista para abril de 2012

 

Casos de mioma atingem 50% das mulheres brasileiras

 

Mioma: a palavra é estranha e mais assustadora do que a enfermidade propriamente dita. Apesar de associada a tumor (o significado de oma), sofrimento com sangramentos e até mesmo a ameaça de infertilidade às mulheres, a doença é benigna e tratável. Atualmente, dependendo do tamanho e localização, nem é mais necessário retirar o útero e/ou ovários, único método adotado para resolver o problema há algum tempo. Novos tratamentos têm colaborado para resolver este problema, que acomete cerca de metade das mulheres brasileiras, geralmente entre os 30 e 50 anos.

 

“Já é possível usar técnicas menos severas de controle ou eliminação do problema, como a ablação histeroscópica do endométrio, terapia alternativa à histerectomia (retirada do útero). O processo é uma espécie de queimação cirúrgica do endométrio (membrana mucosa que reveste a parede uterina), que paralisa o sangramento da mulher. Por conta disso, com o passar do tempo, o mioma tende a regredir, já que fica sem a irrigação sanguínea para se manter ativo no organismo”, revela Antonio Julio Sales Barbosa, ginecologista do Hospital Santa Catarina de São Paulo.

 

Outro procedimento opcional à retirada do útero é a embolização do tumor. A prática consiste na cauterização dos vasos e artérias da região onde está localizado o mioma. Dessa forma, o tumor benigno deixa de receber o “alimento” - no caso o sangue -, e regride, podendo até mesmo desaparecer. “Caso seja mesmo necessária a retirada do útero, é possível usar uma forma menos agressiva: a laparoscopia - procedimento cirúrgico minimamente invasivo que permite uma recuperação mais rápida da paciente. Aliás, a retirada do útero não causa nenhum efeito secundário ou malefícios ao corpo da mulher”, esclarece o ginecologista.

 

Os sintomas mais comuns da presença dos miomas dos tipos intramurais (nasce e permanece dentro da parede do útero) e submucosos (toda ou parte da lesão cresce dentro do útero) são a dor na região pélvica sem motivo aparente ou na relação sexual, sangramentos vaginais abundantes durante a menstruação ou irregulares fora deste período e aumento acentuado do ventre. “Os miomas subserosos crescem para fora do útero e por conta disto, normalmente não causam alterações menstruais, mas também podem causar dor por comprimir outras estruturas da região reprodutora. Mas, independente do tipo, ao sinal da enfermidade a mulher deve procurar imediatamente por tratamento médico”, aconselha o especialista.

 

Ainda segundo o Dr. Antonio Barbosa, a incidência da enfermidade vem aumentando nos últimos anos em decorrência da maior exposição da mulher aos anticoncepcionais, que tem hormônios como o estrogênio, responsável pela textura da pele e diretamente relacionado ao equilíbrio entre as gorduras no sangue e colesterol. “Com o foco na vida profissional, a mulher tem adiado a gravidez para cada vez mais tarde e, consequentemente, tomado contraceptivos por mais tempo”, comenta o ginecologista. Uma maior produção voluntária de estrogênio e fatores hereditários podem tornar algumas mulheres mais suscetíveis ao aparecimento de miomas.

 

Fonte: Saúde em Pauta Online