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Alguns anos atrás, Cubatão viveu o seu apogeu em termos de carnaval popular, com os desfiles da Dona Doroti e Dona Dora.

Chegaram a desfilar 26 agremiações que recebiam verbas pública e portanto, tinham condições de colocar o bloco na rua.

Na gestão seguinte, a prefeita achou que dinheiro público, não deveria ser usado para fazer carnaval, e os blocos sem recursos deixaram de existir.

O atual prefeito, concorda com a folia, mas discorda em usar o erário, como suporte as agremiações. A solução encontrada, foi chamar o seu ex diretor de cultura, Pedro Dias de Assis, e propor a ele e aos presidentes de Escolas de Samba, que dessem entrada, no processo para a obtenção de recursos, com base na lei Rouanet.

O processo obteve sucesso em Brasília, mas os empresários que deveriam doar a verba para os desfiles não foram captados. Esse então é o fim da linha para a cultura popular cubatense? Claro que não, em 2020 tem eleição para prefeito e vereadores e consequentemente o milagre da Boa vontade política vem à tona.

Com certeza em 2019 haverá desfile cívico, a Banda Municipal de Cubatão deverá ser reativada, uma Parceria Público Privada, deverá ser formada, para a obtenção de recursos da lei Rouanet, com destino a entidades carnavalescas.

Em Santos aliás, a iniciativa privada, arrecadou uma quantia muito grande de recursos, para o desfile da Grande Rio no carnaval de 2016, e essa mesma iniciativa privada não cedeu nada em recursos, para as escolas da região para o carnaval de 2019.

E sabe o que faltou para as escolas da Baixada, e sobrou paara a Grande Rio a anos atrás?

A Boa Vontade Política!

 


Os anos de aço da cultura

A região da baixada santista, tem uma vocação turistica enorme: cidades planas, belas praias, belezas naturais, gente bonita e educada.

Tudo isso até as 22 horas, pois a vida noturna e suas manifestações populares, são sufocadas por um Ministério Público, que não reconhece o boêmio e o folião, como parte integrante da sociedade.
Na orla da praia: Triatlon pode, música ao vivo não pode, cãominhada pode, bandas não pode, carreatas politicas pode, desfiles carnavalescos não pode.
No Rio tem música na lapa, na zona norte, na zona sul e portanto recebe milhares de turistas, assim como Salvador que ferve as noites do Pelourinho ou do Rio Vermelho, e em Santos? Onde levar um visitante para escutar os artistas da região à noite?
Os desfiles saíram da orla e foram para a ZN, as bandas saíram da orla e foram para os bairros, isso as que resistiram a pagar por tantos seguranças. Mas os foliões não pagam impostos municipais? Porque então não são protegidos pela Guarda Municipal? Não pagam tributos estaduais? Então porque não recebem proteção da Policia Militar?
Tem um frase no samba da Mangueira 2019 que diz “Quem foi de aço nos anos de chumbo”, canto isso e lembro do mestre Edir da Banda da Vila Belmiro, que foi injustiçado e passou o ano entre quartéis, fóruns e cartórios tentando provar a inocência da sua comunidade, conseguiu graças a recém formada União das Bandas em uma vitória efêmera, que terminou com uma canetada na calada da noite, proibindo o desfile da sua comunidade, e de outras cinco bandas, sem nenhuma explicação.
Mas a baixada é resistência, terra de José Bonifácio, Dráusio da Cruz , Luiz Otávio de Brito, e tantos outros guerreiros, pois o show tem que continuar.

 


Quando menos é mais!!

Não podemos medir a grandeza de um concurso de carnaval , pelo número de agremiações. No caso de Santos, 14 Escolas em um município, de pouco mais de 400 mil habitantes, é muita coisa.

Geralmente, cada escola da região, vem em média com: 150 ritimistas , 30 Baianas , 15 figuras na Comissão de Frente 20 composições de alegorias , 50 em ala de Amigos do Presidente, e 30 diretores de harmonia.

Sobram em média , 700 componentes para formar de 10 a 20 alas que contam a estória do enredo , o que torna o espetáculo pequeno em comparação as agremiações de Rio e São Paulo. Se a cidade de Santos fosse dividida por regiões sambisticas , teríamos por exemplo : as três agremiações dos arredores do macuco : X9 , Brasil e Padre Paulo , só aí tem quase a totalidade dos títulos da história do carnaval Santista.

Da Encruzilhada até o Marapé , juntaríamos os foliões de Vila Mathias , Sangue Jovem , Real Mocidade e União Imperial , já pensou que escola enorme seria ?

Dos Morros e bairros adjacentes como Saboó , Chico de Paula , Jabaquara e etc.. também viria uma grande agremiação com sambistas da Bandeirantes do Saboó e Unidos dos Morros.
E por último as cinco agremiações da Zona Noroeste : Mãos Entrelaçadas, Academia do Samba Unidos da Zona Noroeste , Império da Vila , Dragões do Castelo e Unidos da Baixada , que seria a escola com maior contingente na avenida com certeza.

Somando a esse concurso poderiam vir as cinco escolas que representam Cubatão em uma só entidade , assim como as 9 de Praia Grande , outras cinco do Guarujá e uma representante de São Vicente.

Um concurso com oito grandes agremiações em dois dias de desfile , que abrangeria toda a nossa região ,o que atrairia a mídia local e como consequência , grandes patrocinadores. Mas sabe quando isso vai acontecer , dependendo da vaidade dos nossos dirigentes ? Nunca , eles alegarão que a tradição não permite .

E portanto continuaremos com um carnaval pequeno , fora de época , que não atrai nem os foliões locais , por falta de pensamento grande.

Hoje em dia é mais fácil o Carnaval da região terminar mais uma vez , do que voltar a ser o segundo maior concurso de desfiles de Escolas de Samba do Brasil como já foi um dia.

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