Cubatão estuda prevenção ao suicídio

Grupo de trabalho inclui diversas secretarias e apoio de especialistas externos

"Em 2017, ocorreram em Cubatão 34 suicídios ou tentativas. Em 2018, foram 69 casos. Neste ano, somente nos três primeiros meses, foram 34 situações de suicídio ou tentativa", destacou o professor-doutor João Marcolan, especialista em Saúde Mental. Ele participou nesta quarta (5) de reunião no gabinete do prefeito com equipes das secretarias de Saúde e Educação e do Fundo Social de Solidariedade do município para estudar formas de enfrentar este problema que vem se agravando na Cidade.

Entre as conclusões iniciais, está a necessidade de estudar a inclusão num próximo concurso público de diversos cargos hoje desocupados, como psicólogos, médicos, professores e assistentes sociais que possam compor uma equipe multidisciplinar de enfrentamento desta situação. Um questionário também deverá ser elaborado para a verificação - no ambiente escolar, entre outros - de situações potenciais de aflição que possam levar ao suicídio, além de ser feito um diagnóstico detalhado da situação no município e um treinamento dos profissionais de diversos setores quanto à verificação dessas situações. Também será detalhada a possibilidade de instalação de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPs) especializado em Infância e Adolescência.

 

Como observou ainda o professor João Marcolan, "o comportamento suicida é sempre multifatorial", isto é, não existem causas únicas mas um conjunto de fatores que levam a pessoa a esse comportamento extremo, daí a importância de se compreender melhor a questão e estar em funcionamento uma rede de acolhimento que possa localizar e tratar estas situações. Ele completou: "Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 93% das mortes por suicídio são evitáveis", com essa rede de apoio em plena atividade.

Participaram deste primeiro encontro a presidente do Fundo Social de Solidariedade, Adeíza Monteiro Oliveira; as secretárias municipais Andrea Pinheiro (Saúde) e Márcia Terras (Educação), bem como o coordenador de ensino do Instituto Federal de São Paulo, Sérgio Alberto Holloway Escobar; a doutoranda em Saúde Mental pela Unifesp Sibele Santos Souza; a chefe do Serviço Municipal de Especialidades Pediátricas, Andressa Tavares Amorim Silva; e a chefe da Divisão de Saúde Mental, Selma Maria de Jesus Neves.

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