
Novo Anilinas
Mais de 10 mil pessoas participaram da cerimônia
de entrega da primeira fase do novo Parque Anilinas, em Cubatão.
Conclusão da obra está prevista para abril de 2012
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Indústria paulista empregou quase 40 mil pessoas com deficiência em 2010
A indústria do estado de São Paulo empregou quase 40 mil pessoas com
deficiência física em 2010, mais do que em 2009, quando esse número
ficou pouco acima de 35 mil. O setor é o segundo maior empregador de
pessoas com deficiência no estado, atrás apenas do setor de serviços e
administração pública.
Os dados estão no relatório O
Cenário do Emprego da Pessoa com Deficiência no Estado de São Paulo,
feito pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp),
divulgado na 5ª Mostra Fiesp de Responsabilidade Socioambiental.
Segundo o relatório, o estado de São Paulo tinha 12,8 milhões de
empregos formais em 2010, dos quais 100,3 mil ocupados por deficientes.
“Apesar de termos hoje mais de 100 mil pessoas empregadas, temos muito
ainda o que fazer para que esse número aumente e para que essas pessoas
sejam realmente incluídas nas empresas de uma forma mais digna. Não são
só ações da iniciativa privada, precisamos unir esforços com o Poder
Público, a sociedade civil e pessoas com deficiência para que tenhamos
uma melhoria na qualidade e quantidade da inclusão”.
O objetivo do relatório é demonstrar o cenário atual do emprego para as
pessoas com deficiência no setor industrial paulista. Segundo a
coordenadora da pesquisa, Cristiane Gouveia, com os dados, a entidade
pretende auxiliar tanto na melhor formação das habilidades das pessoas
com deficiência quanto no cumprimento da lei de cotas para deficientes
na indústria como um todo.
Segundo o estudo, o número de pessoas com deficiência no mercado de
trabalho com ensino superior completo aumentou em 2008 para 18 mil. Em
2009, houve uma queda esse 16 mil e em 2008 ficou abaixo de 16 mil.
Aqueles que apresentaram ensino fundamental completo foram menos de 10
mil, em 2010 e 2009. e 10 mil, em 2008.
Entre os setores da indústria, os que mais contratam mão de obra com
deficiência física foram veículos automotores, com 18,3% da
representatividade no estado, alimentos e bebidas (11,5%), construção
civil (6,7%), borracha e plástico (6,2%), produtos químicos (5,6%) e
máquinas e equipamentos (4,8%).
As pessoas com deficiência ocupam, principalmente, funções como
alimentadores de linhas de produção (11,3%), agentes, assistentes e
auxiliares administrativos (9,3%), preparadores e operadores de
máquinas-ferramenta convencionais (5,3%), almoxarifes e armazenistas
(3,2%), operadores de máquinas a vapor e utilidades (2,9%), montadores
de veículos automotores (2,6%), montadores de equipamentos
eletroeletrônicos (2,4%) e trabalhadores de embalagem e etiquetagem
(2,3%).
De acordo com o diretor do Departamento de Ação Regional da Fiesp, José
Roberto Ramos Novaes, o relatório é importante porque mostra a
preocupação com a inclusão da pessoa com deficiência no mercado de
trabalho. “Existe uma obrigatoriedade por parte da indústria pela
colocação dessas pessoas e nós já temos escolas que formam instrutores
para essa capacitação. Estamos ajudando o empregador a cumprir essas
cotas”.
Novaes ressaltou que a pessoa com deficiência, quando incluída no
mercado de trabalho, é muito eficiente, mas as empresas não conseguem
cumprir a cota porque, em geral, quando se encontra um trabalhador desse
tipo, ele não está apto, não tem a qualificação exigida. “O deficiente
tem benefícios do governo que ele recebe sem trabalhar, o que é um
empecilho. Mas, em conjunto com o estado, nós vamos trabalhar no sentido
de a indústria poder dar colocação aos deficientes”.
Fonte: Agência Brasil
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